No outro post falei sobre o fato delas crescerem tão rápido, mas acho que não exemplifiquei o que tem acontecido por aqui. Bellinha é uma mocinha. Adora brincadeiras como dominó, jogo da memória, quebra-cabeças, livros de desenhos. E joga pra valer. É craque na memória, aprendeu até a "roubar" (fez uma marcação nas peças preferidas dela). Esta semana, fiquei impressionada com sua habilidade no dominó. Quando começamos o jogo, fui ajudá-la e recebi como resposta: "você acha que eu não sei?não sou mais bebê" e não é que ela acabou ganhando a partida. Lulu participa, mas daquele jeito, querendo bagunçar tudo. Minha pequena não fica atrás e se mete em tudo.
Outro dia, na saída da escola, ganhei de presente o primeiro desenho "não-abstrato" de Bellinha. No papel havia uma flor, uma borboleta, gaivotas e um sol. Assim, facilmente decifráveis. É por isso que digo que tudo tem acontecido muito rápido. É muita emoção pra um coração molenga como o meu. Vou até fazer um quadrinho para o desenho.
Por outro lado, ela vai crescendo e ficando mais malcriada. Cheia de respostinhas e desobediente. Outro dia, logo cedo, achei um galho enorme da minha planta quebrado. Fiquei encafifada com quem poderia ter feito aquilo. Horas mais tarde flagrei a mocinha tentando quebrar outro. Dei-lhe uma sonora bronca e ela deu de ombros. Aí, disse que Papai Noel não dá presente para meninas que maltratam as plantas. Ela riu e disse que ele nunca saberia disso. Catei meu celular na bolsa e disse: "Mas é já que ele vai ficar sabendo". Liguei pro "celular" dele, me indentifiquei e relatei o ocorrido e pedi que ele tirasse da lista "aquele" brinquedo bacana que eu havia dito para ele dar. Ela ficou espantadíssima. Sua cara era uma mistura de medo (pelo fato de não ganhar presente) e, ao mesmo tempo, de curiosidade, implorando para falar com ele. Depois que desliguei, ela me pediu mil desculpas, prometeu ser boazinha e pediu que eu ligasse de novo, dizendo que ela era "bonita".
Sinto que esse Natal vai ser ainda mais divertido do que o do ano passado. Sexta vou comprar a árvore e começar e enfeitar tudo. Não vejo a hora...
Abaixo duas fotinhos. Uma da visita da madrinha da Isabella, a Tia Mari, recém-chegada da Itália e a outra das minhas duas Barbie Bailarina
A janelinha aumentou. Sábado passado, caiu o segundo dentinho da boca da Isabella. Já estava mole há dias, mas ela não deixava mexer por nada. Até que, novamente, na hora da escovação, lá se foi ele. O outro, que caiu em agosto, agora começa a dar sinais de que vai brotar. A gengiva está toda branquinha.
Ela ficou toda empolgada, falando que a fada do dente viria de novo. A história da fada ganhou mais credibilidade depois de um episódio do Charlie e Lola, em que eles ficavam esperando a fadinha também. Então, foi dormir toda ansiosa pelo dinheirinho que iria receber. Só que estávamos na praia e lá as duas dormem juntas na cama de casal e eu num colchão, no chão, ao lado delas (ainda não consegui cortar o cordão umbilical por completo), o papai dorme no quarto ao lado. Coloquei as duas para dormir e fui deitar, umas duas horas depois, completamente esquecida de preparar a surpresa da fada do dente (que mãe desnaturada!!). De manhã cedo, a primeira coisa que ela fez quando abriu os olhos foi levantar o travesseiro à procura da sua recompensa. Consegui reverter a situação, antes que ela ficasse muito decepecionada, dizendo que a fadinha não tinha conseguido sair do quarto, pois as janelas estavam fechadas, e que ela acabou derrubando em cima de mim o saquinho de moedas. Rapidamente, sem que ela visse, tirei meu porta-moedas da bolsa, que por sorte era novinho, e dei a ela. Consegui o que queria, ganhei aquele sorriso tão puro e iluminado. E ela ainda quis saber todos detalhes da fuga da fadinha. Tão fofa, tão esperta, tão amada...e tão precoce já banguelinha.
Ai, meu coração chega a doer vendo elas crescerem assim de maneira tão acelerada. Lulu também está tão mocinha. Posso dizer, agora com segurança, que ultrapassamos mais um desfralde. Não quis forçar nada, então foi tudo de maneira muito gradual. Já vínhamos tentando desde maio/junho, mas como não estava funcionando, demos um tempo. Agora a iniciativa partiu dela. Outro dia ela sumiu e saímos à sua procura. Para nossa surpresa, a encontramos pelada, com um papel higiênico grudado no bumbum, dizendo que tinha feito cocô sozinha, pois estava muito "apitada". Acho engraçado que leio em vários blogs mamães relatando que o "n.º 2" é o mais difícil de segurar. Minhas duas filhas nunca tiveram problema com isso. O xixi foi quem sempre deu mais trabalho. Finalmente a era fraldas está chegando ao fim aqui em casa. Mais de 4 anos, contando desde o nascimento da Bellinha. Se colocar no papel quanto já gastamos vai dar uma fortuna!!
Não, ainda não estou grávida de novo, mas ganhei uma nova filha. A Greta, a boxerzinha que dei para minha mãe em março deste ano, agora veio morar conosco. Quando a comprei, a idéia era que ela ficasse com minha mãe, como cachorra dela e, quando tivesse o 2º cio, cruzaria com o nosso boxer, o Blanco, que tem quase 8 anos e ainda é virgem, e ficaríamos com um filhote deles. Mas, minha mãe anda com uns problemas físicos de saúde e não agüentou o tranco dela. Quem já conviveu com um boxer sabe como eles são: ágeis, brincalhões e, ao mesmo tempo, super estabanados. Então, conversando chegamos a um consenso que seria melhor para todos se ela viesse viver com a gente. Como minha mãe não sabe viver sem a companhia dos caninos, compramos outro para ela, desta vez um pequeno, um Boston Terrier.
Papai não gostou muito da troca. Reclamou que ela não é mais filhote (está com 9 meses) e que as meninas gostariam mais de um filhote para brincar. Disse a ele que não podemos fazer tudo pensando exclusivamente nelas e que, a partir de agora, terão muitas outras oportunidades para conviverem com um filhote. Quando os dois cruzarem queremos ficar com um filhote deles também. Fora que elas vão poder conviver com o filhote da minha mãe. E era uma coisa que queríamos muito, para aumentar a segurança da casa.
Pegar para criar um novo cachorro é uma responsabilidade enorme. É uma vida em suas mãos. Aqui em casa lugar de cachorro é no quintal e não tem conversa. A Greta era uma cachorra digamos "patricinha", criada em apartamento, dormindo no quarto da minha mãe e descansando no sofá do apê. Comia ração Pro-plan, uma das mais caras e tinha um monte de regalias em sua antiga casa. Meu medo era ela desandar a latir, arranhar as portas para entrar, etc, etc. Mas, graças a Deus, a adaptação foi super rápida. Nos primeiros dias ela não pisava na grama de jeito nenhum. Fazia todas as necessidades ou na varanda, ou na garagem. Claro que a ração 'genérica' daqui de casa, deu um certo "piriri" nela. Mas não chorou, não latiu e não arranhou as portas. Identificou-se de cara com o Blanco e já estão inseparáveis. Dormem juntos no canil, descansam em duas almofadas na varanda lado a lado e brincam sem parar. A diferença de idade deles pesa um pouco, já que ele é um senhor e ela uma adolescente, mas não tem sido problema, não. Acho que para ele melhorou 100%. Agora tem uma namorada, companheira, e eu tenho me dedicado muito mais a ele, para não gerar uma ciumeira. Temos passeado bastante, brincado mais, uma alegria de viver. Quando papai não pode ir conosco, levo um de cada vez. Hoje, tentei levar os dois, mas não foi uma boa idéia, quase terminei no chão, sendo arrastada pelos dois. Claro que ela anda aprontando todas e, agora que já está aqui há quase 1 mês, anda colocando as "patinhas de fora" e destruído tudo o que encontra no quintal dando sopa, brinquedos das meninas, minhas plantas, capachos, etc...mas fazer o quê? Ela é uma criança, não dá pra recriminar muito. Coloco de castigo no canil e vamos que vamos...
Agora é tudo em dose dupla por aqui. Duas filhas, dois cachorros, duas tartarugas (qualquer dia desses, eu escrevo sobre elas). Estou parecendo até uma mãe "Casas Bahia", dedicação total a vocês...rs*...
Bom, encerro com uma fotinho dos dois:
e para finalizar de vez, vídeos de dois dos meus comerciais favoritos:
Ah, eu adoro esses feriados. Tem sido tudo de bom. Como não tínhamos para onde ir (a casa da praia do sogrão já estava reservada para meu cunhado), papai sugeriu de irmos para um Hotel Fazenda. Eu disse que tudo bem, desde que fosse bem pertinho de São Paulo, por causa do trânsito. Sou uma pessoa super praia e, confesso, não sou muito fã do mato não. Mas pensei nas meninas e como poderíamos aproveitar. Então, acabei descobrindo um em Campinas bem bacana. Perto e cheio de atividades. Compramos o pacote no começo da semana, vendo todas as previsões favoráveis de sol. Até que, claro, na quarta-feira, um dia antes do feriado, as previsões mudaram e tudo indicava vários dias de chuva.
Pegamos a estrada embaixo de uma chuvarada e, logo que chegamos, encontramos nosso quarto com uma goteira enorme e com a Tv pifada. Ahh, foi um balde de água fria. Reclamamos e nos mudaram de quarto, para um bem maior, com dois quartos e um banheiro...e a Tv funcionando, pelo menos. Na quinta, a chuva persistia, mas andamos por toda a fazenda, conhecendo o local. Como muitas coisas, pela Internet é uma coisa, mas na realidade encontramos outra. O tal parque aquático que o hotel prometia, estava com 1 piscina e 2 tobogãs fechados. Papai reclamou até, me fazendo sentir culpada por ter escolhido o local. Mas pedi calma, disse que visse com outros olhos, que para as meninas seria bom, blá, blá, blá, blá... E aí, as coisas começaram a melhorar. O sol abriu e, no final das contas, posso dizer que nos divertimos e muito!!. Foram 4 dias que passaram voando e que registraram boas lembranças em todos nós.
Dormimos bem, as meninas comeram direitinho, brincaram em tudo. Fizemos um passeio turístico de Maria Fumaça, andamos de charrete, atravessamos uma ponte pênsil, pegamos piscina, dançamos numa festa anos 60. Fora o contato com a natureza, vendo galinhas, vacas, cavalos, muitas araras soltas, comendo quase na nossa mão. Acordando com os passarinhos cantando. Acho tão importante mostrar esse mundo a elas, dar o maior valor a esse contato e ao tempo que passamos juntos só nós 4. Tantas descobertas para elas e é tão mágico participar de tudo. A única coisa que não conseguimos fazer, uma pena, foi a pescaria. Com um solão de rachar, priorizamos a piscina. Isabella é maluca pelo tobogã. O pai, ou eu, desce na frente, e ela vem logo atrás...E olha que o negócio era punk. Eu fui tão rápido que achei que ia sair voando. Ela vem depois, avisando que está chegando. Chega com uma cara de medo, mas assim que nos vê abre um sorrisão. Saía e entrava, de novo, sem parar. Com a Lulu, nem insisti já que ela é super medrosa. Até para andar de Maria Fumaça fez um draminha. Na piscina passamos um pequeno apuro com ela. As duas não sabem nadar e, acho que muito por medo meu e do pai, não têm muita intimidade com a água não. Isabella aceita numa boa as bóias de braço, mas a Lulu reclama que machuca. Então, a deixamos na infantil, sem bóias. Um segundo de bobeira e, quando olhamos, ela estava com a cabeça dentro da água e os bracinhos para cima. Papai se jogou na piscina, desesperado, e tirou ela da água. Ainda bem que ela já saiu berrando e colocando todo o ar para fora. Um segundo de descuido mesmo. Um pânico que me embrulha o estômago só de pensar. Resultado: vou inscrevê-las na natação, sem falta, na semana que vem.
Acho que já escrevi demais, né? Pra não ficar enorme, acabo aqui com umas fotinhos da viagem.
Andando de Maria Fumaça. Reparem a carinha de medinho da Lulu no colo do pai, na hora que o trem andou pela 1ª vez