Quinta-feira, Maio 31, 2007
Galeria de Arte

Eu gosto bastante da escolinha das meninas. Além do fato de ser um lugar lindo, super arborizado e com uma imensa área para brincadeiras, gosto das propostas da escola. Hoje minha primogênita fez seu primeiro passeio sem os pais. Foi, junto com os colegas e as professoras, visitar a galeria de arte do Romero Brito. Bellinha já acordou ansiosa com o ¿evento¿ e saiu mais animada ainda da escola. Ganhou panfletos e postais do artista. Quando eu perguntei se ela sabia o nome do pintor, veio a resposta: ¿Claro, Bobero Frito¿. Dei tanta risada. Chegando em casa ela demonstrou mais ¿conhecimentos¿, contou para a babá que o pintor era de ¿Pernambuqui¿. Tão fofa!!!. Eu fico realmente emocionada com os progressos delas em relação a tudo. Com um apertinho no coração vejo minha caçuleta deixando de ser um bebê e falando frases cada vez mais elaboradas. Mas, ao mesmo tempo, meu coração se enche de orgulho de vê-las crescer e descobrir um mundo de coisas novas.
Semana passada, quando estávamos indo para escola, Lulu não se agüentou e fez xixi na calça. Ainda bem que tínhamos outra muda de roupa e não foi problema. Voltei pra casa, tirei a cadeirinha dela do carro, passei um pano e deixei secar. Mas com esse frio, claro que não secou 100%. Aí fui busca-las e quando a coloquei na cadeirinha ela vira para mim, com cara de desconfiada, e diz: ¿Mamãe, alguém jogou água na minha cadeira!¿. Eu respondi que ainda era um resto do xixi e ela conclui: ¿Não foi não. Meu xixi é quente e aqui ta gelado!¿. Quanta percepção!!.
A escolinha tem um outro projeto bacana, que é o ¿O que eu sei posso ensinar ¿ e o que não sei posso aprender¿. O projeto já existe desde quando Isabella entrou na escola, mas nunca tinha me animado a participar. Mas este ano, com as duas tendo aula, resolvi que era a hora de participar. Escolhi como tema ¿A vida das tartarugas¿ e levei uma das nossas Tigre D¿Água para as crianças conhecerem e aprenderem sobre seus hábitos. Levei uma delas (temos duas) num aquário menor, junto com todos os apetrechos (comidinhas, fortificante, cloro, aquecedor, etc). Tinha comprado uma enciclopédia ilustrada e aproveitei para incrementar a apresentação. Foi tão bacana.
Primeiro fiz na sala da Luiza, com os pequeninos de 3 anos. Sentaram todos em uma mesa e eu no meio dela, explicando como se cuida de uma tartaruga de água doce. Eles puderam pegar nela, vê-la comer e andar. Adoraram. Meia hora depois, fui à sala da Bellinha, com sua turma com a maioria de 5 anos. Tão diferentes já, querem mostrar tudo o que sabem, contam que bichos têm em casa, participam muito mais. Como são bem mais alunos, sentei no meio de uma roda e fiz a mesma apresentação. Comecei brincando com as Tartarugas Ninjas e perguntando o que eles sabiam delas. Olha, adorei a experiência por participar um pouco mais do universo delas. Fora que ficaram super orgulhosas da mamãe ser a primeira mãe do ano a se candidatar para o projeto.
Depois de mim sei que várias outras mães se apresentaram também. Uma fez milk-shake com eles e outra ensinou a pintar com tinta óleo. Papai ficou com uma pontinha de ciúmes e está pensando o que inventar para elas...
Me escreveu às 5:37 PM
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Terça-feira, Maio 15, 2007
Feliz Dia das Mães!!!
Atrasada, mas mesmo assim, quero deixar um Feliz Dia das Mães para todas as mamães que conheço. Acho que todas merecem uma homenagem. Parece que sempre que a gente tenta escrever algo sobre o assunto, vai cair na pieguice. Mas não me importo não. Não vejo a data como apenas consumista. Eu me sinto importante, de verdade. Sou responsável pela formação da personalidade e do caráter de duas pessoinhas muito especiais. E me esforço para cumprir essa missão da melhor maneira possível.
Conversando com outras mães na escolinha percebo quase uma unanimidade. As mães são as que sempre têm que fazer o papel de "chatas". Somos nós que damos broncas, brigamos para comer, para fazer as coisas no horário. Aqui em casa, quando peço para o papai ser mais "pulso firme" com elas, o escuto falando pras meninas "olha faz isso, pois senão sua mãe vai brigar com você". Até para dar bronca ele me usa como escudo. Não sei se é pelo fato delas serem meninas, mas o pai aqui não tem lá muita coragem de se indispor com elas. Quer ser sempre 'querido'. E eu confesso, muitas vezes exagero na cobrança. Mas me policio o tempo todo, me questiono, me cobro. Vivo por elas, e não tenho vergonha de dizer isso.
Semana passada, já bem no final da tarde, recebi um telefonema de uma colega de trabalho me convidando para ir trabalhar com ela numa agência de publicidade enorme e super badalada. Escutei a proposta, com bom salário, registro em carteira, etc, etc, desliguei o telefone e comecei a chorar. Um misto de alegria e tristeza. Era o que eu sempre quis, trabalhar num lugar grande e bacana, com pessoas interessantes, mas só de pensar na situação, já me dava uma enorme dor no coração. Fui para minha cama pensar e pensar. Analisei como poderia fazer com as meninas e cheguei à conclusão que não era pra mim não.
Eu iria abrir mão de poder ter uma coisa que é um grande luxo nos dias de hoje: meu tempo. Afinal, sou a minha 'patroa'. Não devo satisfações a ninguém, faço meu horário e trabalho numa coisa que gosto muito. E, o mais importante, estou presente 100% na vida das meninas. Participo de tudo relacionado a elas. E isso tem preço? Com certeza não. Fiquei imaginando minha vida trabalhando fora e a situação que retratei ficou meio caótica. Então, delicadamente, escrevi um email para ela explicando os motivos pelos quais não poderia aceitar a proposta. E recebi uma resposta super carinhosa, que só reitera minha idéia de que se expor faz bem:
"1. Pelo que vc é sempre vai morar no meu coração -e o que vc escreveu só reitera isso
2. Pela profissional que é, por mais que eu admire a pessoa, sempre vou te indicar - mesmo que não dê em nada, sempre faz bem ao ego :-)".
Fiquei feliz e aliviada com minha decisão. Quem sabe quando elas crescerem mais um pouco eu me habilite a trabalhar fora. Mas, por enquanto, estou muito bem sendo autônoma. E essa primeira infância delas é um momento tão mágico, que tenho que aproveitar cada minuto. Daqui a algum tempo, serão elas que não vão querer mais saber muito de mim....
Me escreveu às 7:53 AM
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