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Quinta-feira, Julho 05, 2007

Os Simpsons

Eu gostava mais quando era mais nova. Hoje em dia quase nunca assisto aos Simpsons. Meu irmão é desses loucos pelo desenho. As meninas, de vez em quando, quando estão zapeando, pedem para ver. Mas não entendem, claro, tem um conteúdo muito mais adulto. Bom, mas eles estão para estrear no cinema seu primeiro longa-metragem e o post é sobre isso. Como ação de marketing, criaram uma ferramenta que permite montar um personagem ao estilo da série parecido com você. Eu me diverti. Criei um monte para um bando de pessoas que conheço. Fiz um da nossa família (Eu, Bella, Lu, Papai). Até que ficou parecido.Quem quiser, pode fazer o seu aqui.



Me escreveu às 6:17 PM
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Terça-feira, Julho 03, 2007

Revolta

Fiquei barbarizada, para não dizer imensamente revoltada, com a agressão dos moleques bem nascidos no Rio de Janeiro contra uma empregada doméstica que estava as 4h30 da manhã esperando um ônibus para ir ao médico. Fico me perguntando de onde vem tanta agressividade, tanto desprezo pela vida humana. Que tipo de educação esses rapazes tiveram para agir assim?? Fiquei com a cabeça cheia de perguntas sobre o papel dos pais no direcionamento dos filhos. Eu ainda quero muito ter um filho homem, mas quando vejo a natureza masculina fico um pouco decepcionada. Sei que não dá pra generalizar, e me desculpem os homens e as mães de meninos, mas sempre em episódios degradantes envolvendo a violência, na sua grande maioria, os autores são do sexo masculino. Acho que a natureza feminina ainda é um pouco mais humana. Então acho que o papel da mãe é mais do que fundamental para ensinar um pouco de humanidade para essa geração futura. Um artigo da Eliane Cantanhêde na última sexta-feira, dia 29, na Folha de S. Paulo, que republico abaixo, reproduz bem o que penso:

“Quando os filhos são pequenos, chutam a canela da empregada, e os pais acham "natural", fingem que não vêem. Já maiores um pouco, comem o que querem, na hora em que querem, não falam nem bom-dia para o porteiro e desrespeitam a professora. Na adolescência, vão para o colégio mais caro, para o judô, para a natação, para o inglês e gastam o resto do tempo na praia e na internet. Resolvido.

Dos pais, ouvem sempre a mesma ladainha: o governo não presta, os políticos são todos ladrões, o mundo está cheio de vagabundos e vagabundas. "E quero os meus direitos!" Recolher o INSS da empregada, que é bom, não precisa.

É assim que os filhos, já adultos, saudáveis, em universidades, são capazes de jogar álcool e fósforo aceso num índio, pensando que era "só um mendigo", ou de espancar cruel e covardemente uma moça num ponto de ônibus, achando que era "só uma prostituta".

A perplexidade dos pais não é com a monstruosidade, mas com o fato de que seu anjinho está sujeito -em tese- às leis e às prisões como qualquer pessoa: "Prender, botar preso junto com outros bandidos?

Essas pessoas que têm estudo, que têm caráter, junto com uns caras desses?", indignou-se Ludovico Ramalho Bruno, pai de Rubens, 19. Dá para apostar que ele votou contra o desarmamento, quer (no mínimo) "descer o pau em tudo quanto é bandido" e defende a redução da maioridade penal. Cadeia não é para o filho, que tem estudo e dinheiro, um futuro pela frente. É para o garoto do morro, pobre e magricela, que conseguir escapar dos tiroteios e roubar o tênis do filho.

Isso se resolve com o Estado sendo Estado, com justiça, humanidade e educação -não só com ensino para todos e professores mais bem treinados e mais bem pagos, mas também com a elementar compreensão de que "o problema", e os réus, não são os pobres. Ao contrário, eles são as grandes vítimas.”


É a mais pura verdade. Dia desses fui à casa de uma amiga da Isabella e estávamos na cozinha quando a menina viu que a empregada, uma senhora já idosa, estava preparando um suco de uva. A menina ficou possuída, gritou, xingou a mulher de burra, idiota em alto som, tudo porque queria tomar suco de maracujá. A mãe fez algo? Não, ainda deu uma risada meio escondida. Eu fiquei passada. Saindo da casa da garota, relembrei o ocorrido com as meninas, frisando que a atitude dela tinha sido horrível, que não se fala assim nem com um cachorro.

Procuro passar às minhas filhas os valores que recebi na minha infância, sempre fundamentados no respeito ao próximo. Bom dia, por favor e obrigada são essenciais para o bom convívio diário. Eu penso que criança não manda em nada e sim obedece. Posso parecer radical? Pode até ser, mas vendo o que eu e meu irmão nos tornamos, acredito ser um caminho certo. Não sou perfeita, nem nada parecido, mas ninguém pode me chamar de mal-educada. A lição essencial é respeitar o outro para também ser respeitada. E que assim seja...

Me escreveu às 3:09 PM
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